Por Guilherme Uchoa
O Bayern de Munique bateu duas vezes na trave. Na temporada 2009-2010, para os italianos do Internazionale, por 2x0, e na edição de 2011-2012, em uma traumática derrota nos pênaltis para os ingleses do Chelsea, depois de sofrer o gol de empate aos 43 minutos do segundo tempo, na partida que terminou 1x1 e foi disputada na Allianz Arena, casa do Bayern. Caso deixasse mais uma vez a “orelhuda” escapar, entraria negativamente para a história da UEFA como primeiro clube a ficar três vezes com o vice.
O Bayern de Munique bateu duas vezes na trave. Na temporada 2009-2010, para os italianos do Internazionale, por 2x0, e na edição de 2011-2012, em uma traumática derrota nos pênaltis para os ingleses do Chelsea, depois de sofrer o gol de empate aos 43 minutos do segundo tempo, na partida que terminou 1x1 e foi disputada na Allianz Arena, casa do Bayern. Caso deixasse mais uma vez a “orelhuda” escapar, entraria negativamente para a história da UEFA como primeiro clube a ficar três vezes com o vice.
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| Como de costume, Neuer fechou o gol do Bayern sendo peça chave do título |
Entretanto, os comandados de Jupp
Heynches, que já está com aposentadoria marcada para o final da atual temporada
e tem o treinador espanhol Pep Guardiola definido como seu substituto, não
deixaram que tal marca fosse atingida. Na primeira final alemã da história das
Ligas dos Campeões, O Bayern levou a melhor sobre o Borussia Dortmund, conquistando
a taça mais almejada da Europa pela quinta vez em sua trajetória, após vitória
por 2x1 no lendário estádio de Wembley, na Inglaterra. O gol do título foi feito
pelo meia Robben, já aos 44 minutos da segunda etapa, que havia ficado marcado
como vilão do jogo contra o Chelsea ao desperdiçar um pênalti na prorrogação.
O título serve para coroar uma
temporada que tem tudo para ser perfeita para os torcedores de Munique: campeão
alemão com incríveis 25 pontos de vantagem sobre o segundo colocado (o próprio
Borussia), campeão europeu, e finalista da Copa da Alemanha, com decisão
agendada para o próximo final de semana, ante Stuttgart. Além disso, o fato de
a decisão da Champions League ter sido disputada entre dois times da Alemanha
reforça o bom momento vivido pelo país, um dos favoritas para a Copa Do Mundo do
próximo ano, no Brasil.
A polêmica de Gotze
O Borussia Dortmund bem que
tentou, fez uma partida equilibrada contra o adversário que era considerado
favorito e até chegou a dominar as ações em boa parte da primeira etapa. Mas seu
jovem e inexperiente elenco não conseguiu derrubar a rodada e fortalecida
equipe bávara. Além disso, pesou o desfalque, confirmado as vésperas, de seu
principal jogador, Mario Gotze, por contusão. O meia, uma das principais
revelações do futebol alemão, foi um dos protagonistas da decisão, mesmo sem
entrar em campo.
Tudo porque, ainda durante a
disputa da fase semifinal do torneio, vazou a informação de que o Bayern de
Munique (que enfrentou e eliminou o Barcelona) já teria contratado o jovem de
20 anos, que defendia a equipe aurinegra na outra semifinal, diante do Real
Madrid. A polêmica tomou proporções maiores quando ficou confirmado o duelo
alemão entre o atual e o futuro clube de Gotze, e atingiu o ápice quando foi anunciada
a ausência do craque no duelo.
O jogo
Sem poder contar com seu camisa
10, o Borussia pressionou a saída de bola do adversário desde os primeiros
minutos de partida, obrigando o Bayern a rifar a bola com chutões e devolver a
posse de bola para os comandados de Jurgen Klopp. Até por isso, as primeiras
boas oportunidades de gol surgiram dos pés de jogadores de Dortmund.
Lewandowski aos 13 minutos, Blaszczykowski aos 14, Reus aos 18 e Bender aos 21
tentaram, mas pararam nas boas defesas de Neuer.
A partir de então o Bayern
acordou para o jogo e levou perigo nas jogadas aéreas, primeiro com Mandzukic,
aos 25 minutos, e em seguida com Martinéz na cobrança de escanteio. Robben
também perdeu duas boas chances aos 29 e 42 minutos, em boas defesas de Weidenfeller.
Assim terminou a primeira etapa
de jogo, com o Borussia Dortmund ligeiramente melhor e com os goleiros sendo os
destaques.
A segunda metade do jogo prosseguiu com boas
chances desperdiçadas pelas duas equipes, até que o Bayern tirou o zero do
placar em jogada criada pela lateral esquerda. Mesmo cercado por três
adversários, o meia Ribery conseguiu enfiar a bola para Robben que, já na linha
de fundo, cruzou para Mandzukic apenas empurrar para as redes.
O gol parecia ter dado
tranquilidade para o lado vermelho do campo, entretanto, apenas cinco minutos
após abrir o marcador, o zagueiro brasileiro Dante errou o tempo de bola dentro
da área e acertou uma joelhada em Reus. O pênalti foi convertido por Gündogan e
despertou o temor do torcedor do Bayern de outro revés em finais de Champions.
Só que dessa vez, ao contrário da
decisão da temporada anterior, foi o Bayern de Munique que marcou no finalzinho
do jogo. Após algumas boas chances criadas pelos dois lados, contando inclusive
com uma bola salvada por Subotic em cima da linha da meta amarela e preta,
Robben aproveitou indecisão da defesa do Borussia após longo lançamento do
campo de defesa para, aos 44 minutos, finalmente marcar o seu gol, tocando na
saída de Weidenfeller e garantindo o título. O gol teve um sabor especial de
redenção para Arjen Robben, que colocou um ponto final na sina que carregava de amarelar em momentos decisivos e perder
chances incríveis.
A conquista credencia ainda mais
o Bayern de Munique como postulante a assumir a vaga deixada pelo Barcelona
como melhor equipe do mundo na atualidade. Esperando ainda a chegada de Pep
Guardiola e de Mario Gotze, as expectativas para a próxima temporada é de prosseguir
com o domínio em solos alemães e repetir a dose em âmbito europeu. Já para o
Borussia Dortmund fica adiado o sonho de levantar pela segunda vez a taça mais
desejada do futebol entre clubes.
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| O time bávaro ergueu a "orelhuda" pela quinta vez em sua história |
Notas:
Borussia Dortmund
Weidenfeller – Principal
jogador do Borussia, fez defesas incríveis, especialmente no primeiro tempo. 8
Piszcek – Apagado
na partida, fez o mínimo. 5
Subotic – Salvou
em cima da linha um gol praticamente certo do Bayern e foi seguro em quase toda
a partida. Falhou, como toda a defesa do Borussia, no gol de Robben. 6
Hummels – Apesar da
segurança que sempre passa ao setor defensivo, mostrou indecisão no lance que
determinou a vitória do Bayern 5,5
Schmelzer – Outro
que não teve destaque na partida. Atuação apenas mediana. 5
Bender – Criou uma
boa chance no primeiro tempo, mas ficou somente nisso. 5
(Sahin) – Mais um
que pouco fez em campo. 5
Gündogan – Principal
meia do Borussia. Marcou o gol de pênalti e participou da maioria dos lances de
seu time. 7,5
Blaszczykowski – Apagado,
rendeu muito abaixo do que esta acostumado. 5,5
(Schieber) –
Entrou no finalzinho para tentar o gol salvador e até arriscou um chute, sem êxito. 5,5
Reus – Participou
de bons lances e quase marcou um gol no primeiro tempo. 7
Grosskreutz –
Participou de apenas uma chance de gol e só. 5,5
Lewandowski – Perigoso
como sempre, mas desperdiçou pelo menos duas chances claras de gol. 5,5
Neuer - A exemplo de Weidenfeller, foi um
dos grandes nomes da partida, realizando
defesas de alto nível. 8
Lahm – apoio
menos o ataque do que esta acostumado. Permaneceu mais na defesa e foi seguro.
6
Boateng – Muito esforço
e dedicação para auxiliar a defesa do Bayern. 6
Dante – Quase se
tornou vilão do jogo ao cometer pênalti que garantiu o empate do Borussia, mas
foi salvo pelo gol de Robben, já no finzinho da partida. 5
Alaba – Pouco participativo na partida.
Apenas mediano. 5,5
Martinez – Participativo
no primeiro tempo, quando quase deixou o seu gol, caiu de rendimento na etapa
complementar. 5,5
Schweinsteiger - Motor da equipe alemão, o meia foi
incansável e correu durante toda a partida. 7,5
Robben – Foi o
nome do jogo. Deu uma assistência e marcou o gol do título. 8,5
Müller – Muito apagado
em campo, não levou perigo. 4,5
Ribery – Outro que
correu durante toda a partida e
levou muito perigo a meta do Borussia em suas descidas em velocidade pelas
laterais do campo. Participou do lance do primeiro gol. 8
(Luiz Gustavo) –
O brasileiro entrou no final da partida para trancar ainda mais a defesa. Pouco tocou na bola. S/N
Mandzukic - Fez seu papel. Estava no lugar certo e na
hora certa, para empurrar pra rede a assistência de Robben. 7,5
(Mario Gómez) –
Só entrou para participar da festa. S/N
Fotos: Agencia AFP, Adrian Dennis/ AFP e Adrian Dennis/ AFP, e Reuters.
Fotos: Agencia AFP, Adrian Dennis/ AFP e Adrian Dennis/ AFP, e Reuters.




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